“Rememorar Outubro, pensar mais além da ‘agência'” e “Uma martelada na cabeça”

“Rememorar Outubro, pensar mais além da ‘agência'” e “Uma martelada na cabeça”

As situações narradas por Luis Brunetto em “Uma martelada na cabeça” (Un martillazo en la cabeza) não podem mais do que soar extemporâneas, e até mesmo incríveis, aos ouvidos de uma ciência social conformada com abordar as assimetrias de poder e as desigualdades do seu tempo sob o prisma daquilo que poderíamos denominar, muito genericamente, … Continuar a ler

Indisciplinar a universidade, exercer a rebelião – Roda de Conversa com o GEAC

Indisciplinar a universidade, exercer a rebelião – Roda de Conversa com o GEAC

O que sustenta a fronteira disciplinar? Como o extrativismo cognitivo pacifica a nós mesmos e aos outros? A ética ativista pode interromper o ethos liberal da academia? Protagonismo estudantil e devir revolucionário da Universidade. (O relato da roda de conversa já está disponível no blog do GEAC. Para lê-lo, clique aqui) * * * Quando … Continuar a ler

Realismo crítico, relações sociais e defesa do socialismo

Realismo crítico, relações sociais e defesa do socialismo

Por Roy Bhaskar (tradução: Grupo de Estudos em Antropologia Crítica – GEAC) A relação entre conhecimento social, ou teoria, e prática social (mais especificamente socialista) tomará a forma de uma espiral emancipatória na que um conhecimento mais profundo possibilite novas formas de prática, que conduzam, por sua vez, a uma maior compreensão e a novas … Continuar a ler

O que podemos fazer? O desafio de sermos novos acadêmicos em universidades neoliberais

O que podemos fazer? O desafio de sermos novos acadêmicos em universidades neoliberais

Por Coletivo de Escrita SIGJ2. Tradução: Paulo Muller A competição acadêmica está arraigada na construção de um certo “racionalismo” (seguidamente “economicista”) corporificado que adotamos ao longo de nossa socialização na academia. Tal competitividade não leva à colaboração ou à busca coletiva por conhecimento e práticas. O que queremos fazer aqui é algo positivo: queremos enfatizar … Continuar a ler

Violencia(s) de la igualdad, violencia(s) de la diferencia: herencias del postestructuralismo y el marxismo crítico para una política radical

Violencia(s) de la igualdad, violencia(s) de la diferencia: herencias del postestructuralismo y el marxismo crítico para una política radical

Por Oriana Seccia Originalmente publicado em Herramienta La herencia anarquista del posestructuralismo ha orientado sus análisis de manera extremadamente fecunda hacia la estructura de la dominación, focalizándose en el poder; restaría hoy, con sus aportes, integrar ese análisis en una tradición marxista, es decir, aquella tradición donde la explotación derivada de las relaciones de producción … Continuar a ler

Politizar o “não lugar”: os estudantes e a descolonização da RAM

Politizar o “não lugar”: os estudantes e a descolonização da RAM

Por Juliana Mesomo Que a sensação de estar “fora do lugar” seja nosso ponto de partida para a construção de novos espaços de produção do conhecimento, mais democráticos e plurais; mais contra-hegemônicos e combativos. Não se trata de encontrar um “lugar” próprio para os estudantes, conservando intacta a hierarquia, mas de questionar a atual atribuição … Continuar a ler

Uma interpelação feminista indígena à “Virada Ontológica”: “ontologia” é só outro nome para colonialismo

Uma interpelação feminista indígena à “Virada Ontológica”: “ontologia” é só outro nome para colonialismo

Como pode ser tão simples usar cosmologias e sistemas de conhecimento indígenas em uma chamada nova “virada” intelectual, ao mesmo tempo em que se ignora as realidades contemporâneas dos povos indígenas que se relacionam com estados-nação coloniais, assim como ignora-se os muitos pensadores indígenas que estão eles próprios escrevendo sobre estas mesmas questões? * * … Continuar a ler

Carta aberta à organização da XI RAM: para seguir descolonizando o saber e o poder

Carta aberta à organização da XI RAM: para seguir descolonizando o saber e o poder

Dois anos depois do “cordobazo” antropológico ocorrido durante a X Reunião de Antropologia do Mercosul, estudantes de antropologia do Brasil e da Argentina redigiram uma carta aberta à organização do próximo encontro, que terá lugar na cidade de Montevidéu. Neste documento, eles realizam um importante exercício de memória que recupera os resultados da mobilização política estudantil … Continuar a ler

Das sublevações à democracia controlada

Das sublevações à democracia controlada

Neste exato momento, estamos sendo investidos por processos de assujeitamento que tendem a expurgar paulatinamente de nossas vidas aquelas reservas de expressividade que soubemos cultivar e compartilhar no exercício das sublevações. Com o pacto de segurança posto sobre a mesa, trata-se, agora, de criar os sujeitos que justificariam sua promulgação: terroristas, vândalos e black blocs de … Continuar a ler