3 thoughts on “Viveiros, indisciplina-te!

  1. Pingback: Viveiros, indisciplina-te! (GEAC) | Uma (in)certa antropologia

  2. Viveiros de Castro: um narcisista que carrega a roupagem do “anti-narciso”, da “descolonização do pensamento” e da “virada ontológica”. No “perspectivismo ameríndio” temos uma cultura (a humanidade) e muitas naturezas (a diversidade de corpos). No perspectivismo acadêmico-antropológico presente no “sistema sociocosmológico” em que Viveiros se insere, temos uma Cultura (A alta cultura e o intelecto) e muitas naturezas (índios, brancos, ocidentais, orientais, etc.) Para Viveiros, por baixo de cada ser humano em sua roupagem há o intelecto e a Cultura, feitos à imagem e semelhança de um filósofo francês. Viveiros vai aos Yawalapíti e deduz teses de seus discursos, deduz teorias linguistico-cognitivas, deduz filosofias pós-estruturalistas e estruturas sóciocosmológicas triádicas. Só que se entre os índios, mesmo com uma alma humana universal que está no fundo dos animais e de outros seres, é o homem quem de fato come o pecari, entre os antropólogos, mesmo com um mesmo intelecto Cultural democraticamente dividido na humanidade, são eles quem têm prestígio internacional, louros econômicos e uma série de privilégios de classe na sociedade da qual fazem parte. O perspectivismo Viveiriano: uma alma como pano de fundo (um ego poderoso – um narcisismo arraigado – uma vaidade inabalável) e muitas naturezas e roupagens (um “anti-narciso”, uma “descolonização do pensamento”, uma “virada ontológica”, um ativismo verde, um anarquismo “contra o estado”, uma antropofagia radical). Viveiros não responderá a críticas, pois sua perspectiva não abarca aqueles que problematizam suas teorias barrocas fora das meras convenções de sua Alta Cultura Acadêmica. Suas teorias são dirigidas aos antropólogos que têm suficiente bagagem intelectual para entendê-lo, mas acima de tudo admirá-lo. Ele quer elogios, ele é um gênio. O perspectivismo veio para salvar a antropologia e colocar o Brasil no mapa (no mapa da disciplina e nos debates de Cambridge). Com algum talento para percepções de cunho psicológico podemos perceber seu narcisismo. Ele parece querer ser um Lévi-Strauss tropical, antropofágico, mas infelizmente não passará de um erudito, intelectual, acadêmico, como seu mestre, ainda que a “contracultura” seja tão presente em suas ideias… É tudo uma questão tribal. A antropologia é um grupo de interesse que não percebe e não está interessada em perceber seu privilégio de casta. São “brâmanes” interessadíssimos nas culturas, ou melhor, “multinaturezas” do Outro. Seus conceitos não ultrapassam e não pensam sua realidade privilegiada, só o privilégio dos outros. Viajam, aprendem, leem, escrevem, pensam, ensinam em instituições sagradas. São os prestigiados letrados da Sociedade Ocidental, num Brasil hipócrita, excludente, antidemocrático e com castas inconscientes. Os “nobres” da antropologia não contribuem para sanar o lapso educacional e cultural de 500 anos. Ensinam a si mesmos, pensam para si mesmos e seus discípulos e vão dando continuidade à sua medíocre casta, que tive a felicidade de abandonar, me sentindo sempre um estranho no ninho. Por favor, não comparemos Viveiros a pessoas ligadas à arte e à antropofagia. Falo de Zé Celso, Caetano, Glauber, Helena Ignez e outras fodas por aí… esses são antropofágicos, porque devoram pelo inconsciente, pelo corpo e pela libido toda a loucura dos brasis e vomitam loucuras de volta para qualquer um que possuir olhos, pele, narizes, ouvidos, pêlos, chinelos ou sapatos, bermudas ou smokings, tangas ou vestidos, paus e bucetas. Viveiros come um menu insípido vindo da sua etnologia escolar, e vomita uma sopa de letrinhas para quem tem cérebro, cu de ferro sem veias, óculos de aro grosso, muito pedantismo e falta de senso de humor genuíno (Não falo de piadinhas acadêmicas sem graça e sem vida). Vomita para quem prefere a pedra à carne. Agora, de fora, gosto mesmo é de criticar a antropologia, perceber seus sintomas, suas características psicológicas compartilhadas, seu estilo de vida… Lute Viveiros. Defenda-se! Que me importa sua indisciplina? Quando é que um acadêmico pode ser um indisciplinado, sem ter medo de perder nota da capes? finaciamento do cnpq, salário de funcionário do estado, respeito dos outros brâmanes? Isso seria apenas mais uma roupagem, um uso, e não um impulso do coração.

    Sua vaidade deixará que você responda?

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